Brasileiros ampliam legado do país no Venom do ACR Poker; veja histórico completo


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Poucos torneios de poker online construíram uma relação tão forte com os brasileiros quanto o Venom. Desde que o ACR Poker realizou sua primeira grande edição multi-day, em 2019, o país acumulou seis títulos, prêmios milionários, heads-ups entre compatriotas e uma extensa coleção de mesas finais. Nessa semana, Victor Pedote, José Orlando e Yuri Dzivielevski adicionaram mais um capítulo a essa trajetória.
Os três chegaram às decisões do Dual Venom PKO, que colocou US$ 6,5 milhões garantidos em jogo através de dois torneios de US$ 2.650: um de No-Limit Hold'em e outro de Pot-Limit Omaha. Juntos, os eventos receberam 2.745 entradas e superaram seus garantidos, distribuindo US$ 6.862.500.
A presença verde e amarela foi muito além das mesas finais. Foram 45 classificações brasileiras ao Dia 2, sendo 39 no NLH e seis no PLO. No fim, Pedote, José Orlando e Yuri transformaram as campanhas em US$ 259.464 somados entre premiações regulares e bounties. Embora nenhum brasileiro tenha conquistado o título nesta edição, o desempenho manteve uma tradição que acompanha o Venom praticamente desde sua origem como um dos maiores torneios do ACR Poker.
Victor Pedote lidera campanha brasileira no Venom PKO NLH
O maior torneio do Dual Venom foi o NLH PKO, que recebeu 2.143 entradas e construiu um prize pool de US$ 5.357.500. Victor Pedote, o “meteli gol”, chegou à mesa final com o sétimo maior stack e terminou justamente na sétima colocação. A campanha rendeu US$ 104.088, com US$ 38.769 conquistados em bounties.
Mesmo sem outros compatriotas na FT, a reta final teve forte presença nacional. Matheus Camillo, o “LaMurruguita”, terminou na 12ª colocação para US$ 42.571; Bernardo Soares, o “SouNinjaa”, foi o 14º para US$ 34.120; Lucas Koscky, o “c4trups!!”, ficou em 15º para US$ 29.486; e Caio Cavazotti, o “BetoBarrelo”, terminou em 16º para US$ 31.088.
O título acabou com “PushLightYear”, que derrotou “ArkaduktusFrRM” no heads-up e encerrou a campanha com US$ 536.577, considerando premiação regular e recompensas.
José Orlando e Yuri Dzivielevski repetem FT no Venom PLO
Se a campanha de Pedote chamou atenção no NLH, a história brasileira no PLO ganhou um componente ainda mais especial. José Orlando e Yuri Dzivielevski chegaram juntos à mesa final do Venom PLO pela segunda vez apenas em 2026.
A edição de outubro recebeu 602 entradas e formou um prize pool de US$ 1.505.000, dividido igualmente entre premiação regular e bounties. José Orlando, pilotando “Blessed33”, terminou na quarta colocação e faturou US$ 82.743, sendo US$ 15.217 em recompensas. Yuri Dzivielevski, o “vousconfus”, terminou logo depois, na quinta colocação, recebendo US$ 72.633, dos quais US$ 23.706 vieram em bounties.
O título ficou com “tigerseyes”, algoz dos dois brasileiros, que terminou com aproximadamente US$ 239.818 entre premiação e bounties depois de um acordo no heads-up com “Pepareg1”.
Craques da modalidade Omaha, José Orlando e Yuri Dzivielevski já haviam dividido a mesa final do PLO Venom em abril de 2026, quando o formato utilizado era Mystery Bounty. Naquela oportunidade, José Orlando foi ainda mais longe e terminou na terceira colocação, com Yuri em sexto. A sequência ajuda a dimensionar a regularidade dos brasileiros no evento.
Brasil está na história do Venom desde 2019
A ligação brasileira com o Venom começou cedo. Em julho de 2019, o ACR Poker realizou sua primeira grande edição multi-day com US$ 5 milhões garantidos, e o campeão foi justamente um brasileiro.
Rafael Moraes, jogando como “TheBigKid”, conquistou US$ 1.050.559. O prêmio foi registrado pelo Guinness World Records como a maior premiação em criptomoeda conquistada em um torneio de poker online até aquele momento, equivalente a aproximadamente 104,23 BTC na cotação da época.
Poucos meses depois veio o bicampeonato brasileiro. Em dezembro daquele mesmo ano, João Simão “galodoido13”, venceu uma edição de US$ 6 milhões garantidos e recebeu US$ 1.039.982. Assim, os dois primeiros grandes Venoms multi-day terminaram com a bandeira brasileira no topo.
Ramon Kropmanns e Yuri protagonizam heads-up brasileiro
Em fevereiro de 2021, o domínio nacional produziu uma das imagens mais emblemáticas da história do evento. Ramon Kropmanns “PORKNOMAR” e Yuri Dzivielevski, à época jogando como “SmashedAvocado”, chegaram juntos ao heads-up.
Ramon ficou com o título e US$ 1.113.330, enquanto Yuri recebeu US$ 849.150 pelo vice. A mesa final ainda teve Diego Bittar, o “GORDONITO”, na sexta colocação para aproximadamente US$ 121 mil. Mais de cinco anos depois, Yuri segue aparecendo nas principais decisões do Venom, incluindo também no PLO.
Os títulos brasileiros no Venom
A sequência iniciada por Rafael Moraes e João Simão continuou à medida que o Venom ganhou novos formatos e premiações ainda maiores. A lista mostra não apenas a quantidade de títulos, mas também o tamanho das premiações. Três dessas conquistas ultrapassaram diretamente US$ 1 milhão, e a vitória de Gabriel Tavares em abril de 2025 tornou-se uma das maiores forras brasileiras já registradas no poker online.
A cravada de Tavares foi a sexta brasileira, em 30 de abril de 2025. Pilotando a conta “kingqueensuited”, o sócio do Samba Poker Team superou um field de 3.735 entradas no Venom NLH de US$ 10 milhões garantidos e levou US$ 1.505.240.
Outro jogador com uma relação especial com o Venom é Ivan Limeira, o “chickenpastry”. Em agosto de 2024, ele venceu o Mystery Bounty Venom de US$ 8 milhões garantidos para US$ 617.333. Aquela decisão teve domínio brasileiro: Fabiano Kovalski terminou na terceira colocação e levou US$ 378.083, enquanto Dante Goya em quarto para US$ 245.214.
Ivan voltou à mesa final em fevereiro de 2026 e terminou em sexto para US$ 148.753. Em setembro do mesmo ano, novamente alcançou o heads-up, fechou acordo e ficou com o vice-campeonato para US$ 779.154, incluindo os bounties.
Outro título brasileiro veio em 2025, com Carlos Rocha. O “S1N1STR0” bateu uma mesa final estrelada e garantiu o título após fechar um acordo no 3-handed. Com a cravada, embolsou a bagatela de US$ 748.547.
Felipe Ketzer também integra a lista de forras milionárias
Nem todos os capítulos importantes terminaram com título. Em agosto de 2023, Felipe Ketzer foi vice-campeão de uma edição NLH de US$ 10 milhões garantidos e recebeu US$ 1.149.260. Ketzer continuou frequentando o torneio nos anos seguintes e esteve entre os seis brasileiros classificados ao Dia 2 do Venom PLO de outubro de 2026.
A quantia recebida por Felipe Ketzer é atualmente a 8ª na lista de maiores premiações brasileiras na história do poker online. Os títulos de Gabriel Tavares e Ramon Kropmanns fazem companhia a Ketzer no top 10 histórico.
Confira a lista dos principais resultados brasileiros na história do Venom:
| Jogador | Nickname | Ano | Evento/Formato | Posição | Premiação |
| Gabriel Tavares | “kingqueensuited” | 2025 | Venom NLH | 1º | US$ 1.505.240 |
| Felipe Ketzer | "Ketzerfelipe" | 2023 | Venom NLH | 2º | US$ 1.149.260 |
| Ramon Kropmanns | “PORKNOMAR” | 2021 | Venom NLH | 1º | US$ 1.113.330 |
| Rafael Moraes | “TheBigKid” | 2019 | Venom NLH | 1º | US$ 1.050.559 |
| João Simão | “galodoido13” | 2019 | Venom NLH | 1º | US$ 1.039.982 |
| Bruno Jardim | “IMOO” | 2023 | Venom NLH | 2º | US$ 922.000 |
| Luigi Soncin | "G26" | 2022 | Venom NLH | 2º | US$ 879.723 |
| Yuri Dzivielevski | “SmashedAvocado” | 2021 | Venom NLH | 2º | US$ 849.150 |
| Ivan Limeira | “chickenpastry” | 2026 | Mystery Bounty Venom NLH | 2º | US$ 779.154 |
| Carlos Rocha | “S1NISTR0” | 2025 | Mystery Bounty Venom NLH | 1º | US$ 748.547 |
| Ivan Limeira | “chickenpastry” | 2024 | Mystery Bounty Venom NLH | 1º | US$ 617.333 |
| Fabiano Kovalski | "JohnNoArms" | 2024 | Mystery Bounty Venom NLH | 3º | US$ 378.083 |
| Eduardo Silva | "M CUNHA G" | 2021 | Venom NLH | 5º | US$ 370.000 |
| Dante Goya | — | 2024 | Mystery Bounty Venom NLH | 4º | US$ 245.214 |
| Dennys Ramos | "gayx2x" | 2023 | Venom NLH | 5º | US$ 240.000 |
| José Orlando | “Blessed33” | 2026 | Mystery Bounty Venom PLO | 3º | US$ 205.380 |
| Ivan Limeira | “chickenpastry” | 2026 | Mystery Bounty Venom NLH | 6º | US$ 148.753 |
| Diego Bittar | “GORDONITO” | 2021 | Venom NLH | 6º | US$ 121.712 |
| Victor Pedote | “meteli gol” | 2026 | Venom PKO NLH | 7º | US$ 104.088 |
| Yuri Dzivielevski | “vousconfus” | 2026 | Mystery Bounty Venom PLO | 6º | US$ 96.282 |
| José Orlando | “Blessed33” | 2026 | Venom PKO PLO | 4º | US$ 82.743 |
| Yuri Dzivielevski | “vousconfus” | 2026 | Venom PKO PLO | 5º | US$ 72.633 |
| Bruno Jardim | “IMOO” | 2026 | Mystery Bounty Venom NLH | 9º | US$ 70.571 |
O que explica a força do Brasil no Venom?
Os números ajudam a responder. Desde 2019, brasileiros não aparecem apenas esporadicamente nas decisões: conquistaram títulos em diferentes períodos, chegaram juntos a heads-ups, dominaram mesas finais e repetiram deep runs em diferentes formatos.
Mais importante é o contexto no qual esses números estão inseridos. Desde 2019, o país acumulou seis títulos do Venom, vice-campeonatos, premiações acima de US$ 1 milhão e jogadores capazes de retornar repetidamente às fases decisivas.
Do precursor Rafael Moraes a Pedote, José Orlando e Yuri, o Venom se tornou parte importante da própria história do poker online brasileiro. E, considerando a frequência com que a bandeira verde e amarela continua aparecendo nas últimas mesas, essa relação está longe de parecer encerrada.
Veja o vídeo produzido pelo ACR Poker para o desempenho dos brasileiros:
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