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Cassino de Las Vegas recebe multa recorde de US$ 10,5 milhões por lavagem de dinheiro

Resorts World

O Conselho da Comissão de Jogos de Nevada (NGCB, na sigla em inglês) aprovou na última quinta-feira (27) a segunda maior multa da história dos cassinos de Las Vegas. O Resorts World, um luxuoso hotel e cassino, foi multado em US$ 10,5 milhões após diversas denúncias de lavagem de dinheiro. De acordo com os termos do acordo, a Genting Berhad, controladora do empreendimento, não admite nem nega as alegações feitas pelo NGCB.

A acusação do caso afirma que, entre 2021 e 2023, o então presidente do cassino, Scott Sibella, permitiu que criminosos federais condenados e pessoas envolvidas em apostas ilegais jogassem no cassino. Entre os apostadores ilegais citados, Matthew Bowyer fez apostas em nome do intérprete do jogador de beisebol japonês Shohei Ohtani, enquanto Damien LeForbes era reconhecido como bookmaker ilegal no local.

Bowyer jogou em 80 ocasiões entre 2022 e 2023, acumulando US$ 7,9 milhões em perdas, além de receber diversos benefícios. Já LeForbes perdeu US$ 10 milhões no mesmo período e também foi beneficiado com vantagens, encerrando seu vínculo com o cassino após a saída de seu anfitrião.

Em dezembro de 2023, Sibella teve sua licença de jogos cassada em uma investigação separada, relacionada ao seu período no comando de outro cassino, o MGM Grand. Após o ocorrido, a Genting Berhad reformulou sua equipe executiva em Las Vegas, nomeando Alex Dixon como CEO em janeiro. A empresa também concordou em implementar protocolos mais rígidos contra lavagem de dinheiro.

Esta multa aplicada ao Resorts World entra para a história como uma das maiores já impostas no estado de Nevada. Ela só é superada pela penalidade de US$ 20 milhões aplicada à Wynn Resorts Ltda. em 2019, após a companhia falhar nas investigações sobre acusações de assédio sexual contra seu ex-CEO, Steve Wynn.

Foto: Resorts World