No X, Stephen Chidwick expande a discussão sobre ganhos na carreira em torneios live

Uma semana após gerar grande repercussão ao revelar o quanto é lucro real dentre os US$ 76 milhões em premiações ao vivo, Stephen Chidwick voltou a se pronunciar nas redes sociais sobre o assunto. Para aprofundar o debate, a nova postagem surgiu como resposta direta às inúmeras dúvidas levantadas pela comunidade, especialmente após a divulgação de que seu lucro líquido estimado em torneios live estaria entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões.
Na ocasião, Chidwick havia explicado que o valor correspondia à diferença entre prêmios recebidos e valores investidos ao longo da carreira, como buy-ins, troca de ações e impostos. No entanto, o profissional inglês sentiu a necessidade de contextualizar melhor esses dados, esclarecendo equívocos comuns sobre ação vendida, swaps, retorno sobre investimento (ROI) e os desafios inerentes à vida de um jogador de torneios de alto nível.
Following my Reddit AMA this week, one question got a lot of attention:
— Stephen Chidwick (@ChidwickStephen) January 24, 2026
“Of $76m in cashes, how much is profit?”
I estimated $5–10m (cashes minus buy-ins).
I figured I’d add some context to these numbers and address a few of of the misconceptions that came up.
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O primeiro ponto abordado por Chidwick diz respeito à ideia de que o lucro representaria exatamente o montante que ele levou para casa. Segundo o jogador, essa leitura está incorreta, já que é prática comum entre high rollers não jogar 100% da própria ação em torneios de buy-ins elevados. Ele explicou que, ao longo da carreira, sua participação pessoal em cada evento variou bastante, dependendo de fatores como valor da inscrição, bankroll disponível, liquidez, tamanho e nível técnico do field.
Na sequência, Chidwick também rebateu a interpretação de que, por não manter toda a própria ação, necessariamente teria embolsado menos do que esse valor. Para ilustrar, apresentou um exemplo prático: ao disputar um torneio de US$ 10 mil e faturar US$ 200 mil, mantendo 100% da ação, e depois jogar um evento de US$ 100 mil vendendo metade de sua participação e não premiar. No entanto, o valor efetivamente recebido poderia chegar a US$ 140 mil, dependendo de swaps e markup, demonstrando como os números podem variar consideravelmente.
This underscores the reason why tournament professionals sell and swap action to even out their risk per buyin and manage variance. pic.twitter.com/ugLigaOBYp
— Stephen Chidwick (@ChidwickStephen) January 24, 2026
Outro ponto central da explicação foi a distorção provocada pelos buy-ins extremamente altos. Chidwick revelou que, nos últimos nove anos, acompanhou detalhadamente cerca de 1.450 entradas em torneios, com buy-ins que variaram de US$ 2 mil até impressionantes US$ 1,3 milhão. Ele ressaltou que os resultados obtidos nas faixas mais altas impactam desproporcionalmente os números globais, mesmo representando uma pequena parcela do volume total de jogos.
Segundo o britânico, quando se normaliza o valor dos buy-ins, seu ROI pode ultrapassar 30%, embora ele próprio estime que o retorno real deva ser inferior a esse número. Ainda assim, destacou que o desempenho reforça a importância da gestão de risco, motivo pelo qual profissionais frequentemente vendem e trocam ação, buscando suavizar a variância e manter maior estabilidade financeira.
Por fim, Chidwick abordou a discussão sobre a sustentabilidade da carreira no poker de torneios, tema que também gerou intenso debate após seu AMA no Reddit. Embora tenha afirmado que não recomenda à maioria das pessoas a depender exclusivamente dos MTTs como fonte principal de renda, fez questão de acrescentar uma nuance:
“Se você ama o jogo, trabalha duro, escolhe bem os torneios e administra corretamente os riscos, pode construir uma carreira viável exclusivamente nos torneios, ainda que existam caminhos financeiramente mais simples fora do poker.”
Foto: PokerGO.

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