WSOP: em busca do hexa, Yuri Martins coloca Brasil no Dia Final do Evento #8 (US$ 1.500 Badugi)


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Yuri Martins segue vivo na briga por mais um bracelete da World Series of Poker (WSOP). O maior vencedor brasileiro da história da série garantiu classificação para o Dia Final do Evento #8 (US$ 1.500 Badugi), torneio que começou com 554 entradas e agora tem apenas 10 jogadores restantes na disputa pelo título em Las Vegas.
A situação do brasileiro, porém, exige reação imediata. Yuri ensacou 245.000 fichas, o nono maior stack entre os sobreviventes, pouco menos de cinco big blinds para o reinício. O Dia Final será retomado neste domingo (31), às 17h no horário de Brasília, com blinds em 25.000/50.000. Todos os classificados já garantiram pelo menos US$ 8.979, enquanto o campeão vai levar US$ 141.963 e o bracelete.
Mesmo curto, Yuri carrega um histórico que impede qualquer descarte precipitado. Dono de cinco braceletes da WSOP, ele busca ampliar ainda mais a vantagem como maior campeão brasileiro da série e chegar ao hexacampeonato. O chip leader da disputa é o norte-americano Michael Casella, que ensacou 4.065.000 fichas após uma arrancada forte na parte final do dia.
Confira o chip count completo:
| Posição | Jogador (País) | Fichas |
| 1º | Michael Casella (Estados Unidos) | 4.065.000 |
| 2º | Scott Seiver (Estados Unidos) | 2.120.000 |
| 3º | Gary Benson (Austrália) | 2.045.000 |
| 4º | Nick Schulman (Estados Unidos) | 1.985.000 |
| 5º | Stephan Nussrallah (Estados Unidos) | 1.385.000 |
| 6º | Kyle Arora (Estados Unidos) | 905.000 |
| 7º | Walter Chambers (Estados Unidos) | 685.000 |
| 8º | Jon Turner (Estados Unidos) | 300.000 |
| 9º | Yuri Martins (Brasil) | 295.000 |
| 10º | Brant Hale (Estados Unidos) | 115.000 |
Entendendo a modalidade
O Badugi é uma modalidade lowball de quatro cartas e três rodadas de troca. O objetivo é formar a menor mão possível com quatro cartas de naipes diferentes e sem pares. A melhor mão é A-2-3-4 rainbow, já que ases contam como cartas baixas, sequências não prejudicam a mão e cartas pareadas ou repetidas no mesmo naipe são descartadas para efeito de força. Quando ninguém forma um Badugi completo de quatro cartas, vence a melhor mão válida de três cartas, depois duas e assim por diante.
A modalidade também traz boas lembranças recentes para o poker brasileiro. Em 2025, Aloisio Dourado conquistou um bracelete justamente no Badugi, reforçando que o país já teve sucesso em uma das variantes mais específicas da grade. Agora, Yuri tenta repetir o feito e transformar um stack curto em mais um capítulo histórico para o Brasil na WSOP.
Até o dia 15 de julho, craques e apaixonados pelo jogo invadem Las Vegas em busca da glória máxima do poker mundial na WSOP 2026. Acompanhe todos os detalhes da série aqui no PokerLife.
Foto: Monique Marestein/WSOP.















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