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Bastidores dos High Stakes: Pedro Padilha revela conversa com Phil Ivey e possível ida do craque ao BSOP Millions

Pedro Padilha

Poucos dias após conquistar um dos maiores títulos da carreira, Pedro Padilha foi às redes sociais para compartilhar alguns dos bastidores da campanha vitoriosa na Triton Super High Roller Series Jeju II. Entre os relatos da conquista, o jogador do Samba Poker Team contou sobre uma conversa com Phil Ivey e a possibilidade de a lenda norte-americana visitar o Brasil em 2027.

Padilha revela planos de Ivey para o BSOP

Durante o Evento #8 (US$ 50.000 NLH 8-Handed) da Triton, Padilha dividiu a mesa final com Ivey e teve a oportunidade de conversar com uma de suas referências do poker. A aproximação aconteceu justamente por causa da camisa do Brazilian Series of Poker que o brasileiro vestia, despertando a curiosidade do norte-americano sobre o principal circuito de poker da América Latina.

Segundo Padilha, Ivey afirmou que já conhece o BSOP Millions e explicou que não conseguiria participar da edição deste ano, mas que estaria se programando para visitar o festival em 2027. “Eu estava com uma blusa do BSOP e ele perguntou sobre a série, falou que já está sabendo do BSOP Millions. Disse que esse ano ele não consegue, mas que está se programando pra ir no ano que vem”, contou.

O 11 vezes campeão da World Series of Poker também quis saber mais sobre o cenário brasileiro e, para Padilha, a possibilidade de recebê-lo em solo nacional seria especial. “Então já pensou que foda receber o Ivey na nossa casa? Vai ser incrível se isso rolar”, afirmou.

Como maior circuito de poker da América Latina, o BSOP vem atraindo jogadores de diversos países etapa após etapa. O BSOP Millions 2025 foi emblemático nesse sentido, com nomes como Zdenek Zizka, Ottomar Ladva, Martin Kabrhel, Mehdi Chaoui, Benny Glaser e Daniel Rezaei passando pelos feltros do festival. Na ocasião, o evento também ganhou uma cobertura internacional, com Jeff Gross, Brian Rast e Maria Ho formando o trio responsável pelas transmissões em inglês.

A presença de Ivey no BSOP Millions 2027 ainda não está confirmada. No entanto, o relato de Padilha mostra que o festival já entrou no radar do craque mundial, que sinalizou ao brasileiro a intenção de conhecer a série no próximo ano.

Phil Ivey
Phil Ivey em ação na Triton Super High Roller Series Jeju II.

Os bastidores da conquista na Triton

Antes de dividir a mesa com Ivey, Padilha precisou superar uma campanha exigente rumo ao título. O torneio teve 129 entradas, e o brasileiro reconheceu que contou com uma boa dose de sorte, mas também destacou a importância das decisões tomadas ao longo da competição. “Para você chegar na reta final ali, tem muitas mãos jogadas e muitas decisões. Enfim, muita coisa acontece”, explicou.

O Dia 1 foi particularmente complicado. Padilha relata que caiu em uma mesa agressiva e terminou a primeira jornada bastante cansado. A situação mudou no Dia 2, quando dobrou perto da bolha ao vencer com KQ-suited contra QQ e passou a ocupar as primeiras posições do chip count.

Já na bolha da mesa final, uma mão grande permitiu que o brasileiro acumulasse ainda mais fichas. A vantagem se mostrou importante pouco depois, quando Padilha enfrentou um longo período de card dead e viu seu stack diminuir. “Isso mostra o quão importante foi acumular essas fichas antes ali pra poder sobreviver a esse momento”, explicou.

Posteriormente, uma mão com AA recolocou o craque do Samba Poker Team entre os maiores stacks e ajudou a pavimentar o caminho até o título. Padilha chegou ao heads-up contra Nick Petrangelo, venceu o confronto e embolsou US$ 1.400.860.

A conquista também marcou a realização de um objetivo que vinha sendo perseguido por Padilha. Depois de perder nas Bahamas o heads-up pelo título da Triton e pelo bracelete da WSOP, ele finalmente colocou o troféu do circuito na coleção. Apesar disso, o brasileiro ressalta que os títulos não são o que orienta suas decisões nas mesas: “Eu não jogo perseguindo essas coisas, troféus e tudo mais. Eu jogo pelo dinheiro, para gerar o maior EV possível sempre”.

O próprio Padilha, porém, reconhece que os troféus ganham outro significado quando se olha para a carreira em perspectiva. “Quando tudo isso acabar, o dinheiro provavelmente já vou ter gastado a maior parte e vão ficar as histórias”, disse. Por isso, mesmo sem entrar nas mesas pensando exclusivamente nos títulos, ele valoriza cada conquista que passa a fazer parte de sua trajetória.

Pedro Padilha
Pedro Padilha: campeão da Triton Poker Series!

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Fotos: Triton Poker Series.

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