Bracelete, mesas finais e ITMs: confira o balanço brasileiro na primeira metade da WSOP


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A primeira metade da World Series of Poker (WSOP) 2026 já entregou ao Brasil um daqueles recortes que ajudam a medir a força do país na série: bracelete, mesa final, pódios, ITMs em torneios caros e resultados importantes na grade paralela. O principal nome, sem discussão, foi Yuri Dzivielevski, mas a lista também teve campanhas fortes de Erick Mossinger, João Simão, Francisco Baruffi, Rick Roger, Renan Bruschi e outros brasileiros que deixaram suas marcas em Las Vegas.
O ponto alto veio com o hexa de Yuri. O paranaense atropelou uma mesa final de elite no Evento #36 (US$ 100.000 High Roller No-Limit Hold’em), superou um field de 115 entradas e embolsou US$ 2.841.432, a maior premiação da carreira. A vitória também colocou Yuri em um novo patamar histórico: ele chegou ao sexto bracelete da WSOP e se isolou ainda mais como o maior campeão brasileiro da série.
A conquista não foi um resultado isolado. Poucos dias antes, Yuri já havia batido na trave de outra decisão ao terminar em 10º lugar no Evento #8 (US$ 1.500 Badugi), faturando US$ 8.979. Depois do bracelete, voltou a aparecer em reta técnica no Evento #48 (US$ 10.000 Razz Championship), ficando em 16º lugar para US$ 20.129. Ou seja: além do título mais pesado do Brasil na edição até o momento, o craque seguiu acumulando ITMs em modalidades diferentes.
Retas e premiações importantes
Outro grande destaque também é o mais recente deles. Erick Mossinger ficou em terceiro no Evento #53 (US$ 1.500 Five Card Pot-Limit Omaha) e embolsou o belo prêmio de US$ 127.560. Depois da forra de Yuri, foi a maior premiação de um brasileiro em um só evento.
Entre as principais retas brasileiras, Francisco Baruffi foi um dos grandes personagens do começo da série. Especialista em Omaha e fundador da ABPLO, ele terminou em 3º lugar no Evento #15 (US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha), levando US$ 82.928. Paulo Gini também fez bonito no mesmo evento, caindo em 14º para US$ 9.338.
João Simão também apareceu duas vezes em posições relevantes. No Evento #18 (US$ 1.500 Monster Stack), o mineiro terminou na 17ª colocação e levou US$ 75.000. Mais tarde, no Evento #47 (US$ 25.000 High Roller Pot-Limit Omaha), voltou a ser o principal nome brasileiro e caiu novamente em 17º, desta vez para US$ 82.463.
Outros nomes também contribuíram para o balanço. Rick Roger terminou em 10º lugar no Evento #52 (US$ 3.000 Nine Game Mix), com US$ 16.590. Renan Bruschi somou mais um ITM relevante ao cair em 14º no Evento #4 (US$ 1.500 Pot-Limit Omaha Hi-Lo 8 or Better), levando US$ 10.304 e alcançando seu 56º ITM na história da WSOP.
A primeira mesa final brasileira da edição, lá no início da série, veio com o dealer André Welt. Ele foi 6º colocado no Evento #3 (US$ 500 Industry Employees No-Limit Hold’em), evento exclusivo para quem trabalha dentro da indústria do poker. O brasileiro recebeu US$ 11.052 e abriu a sequência de bons resultados nacionais em eventos de bracelete.
Ótimos resultados nos paralelos
Fora da grade de braceletes, os brasileiros também fizeram barulho nos Daily Deepstacks. Bianka Abade venceu um dos US$ 250 Daily Deepstack NLHE, superando 311 entradas para puxar US$ 12.507. Poucos dias depois, Luiz Pacci cravou o Evento #175 (US$ 250 Daily Deepstack NLHE) e garantiu US$ 26.320, com Fábio Bonatto também na mesa final, em 7º lugar para US$ 3.989.
A lista paralela ainda teve Léo Rizzo completando o pódio do Evento #254 (US$ 400 Daily Deepstack NLHE). O brasileiro recebeu US$ 11.401 pela terceira colocação.
O balanço parcial mostra uma WSOP brasileira competitiva em várias frentes. O país não dependeu apenas dos torneios de No-Limit Hold’em, aparecendo forte também em PLO, PLO Hi-Lo, Razz, Badugi e Nine Game Mix. Com Yuri puxando a fila e vários nomes alcançando retas importantes, a primeira metade da série deixa o Brasil na expectativa para buscar mais resultados expressivos até o fim da temporada em Las Vegas.
Até o dia 15 de julho, craques e apaixonados pelo jogo invadem Las Vegas em busca da glória máxima do poker mundial na WSOP 2026. Acompanhe todos os detalhes da série aqui no PokerLife.
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Arte sobre fotos de: Monique Marestein, Travis Ball, Jazmyn Le e Alicia Skillman/WSOP.















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