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Daniel Negreanu e Scott Seiver criticam formato de votação do Hall da Fama do Poker

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A eleição de Jason Koon para o Hall da Fama do Poker, anunciada na última segunda-feira (3), abriu uma discussão sobre o formato de sua votação. Embora ambos tenham reconhecido que o norte-americano era um nome plenamente merecedor da homenagem, Daniel Negreanu e Scott Seiver usaram as redes sociais para apontar falhas no sistema adotado pela World Series of Poker.

A principal crítica dos dois jogadores não foi direcionada à escolha de Koon. O foco das manifestações foi o fato de que apenas um nome foi eleito entre os oito indicados, mesmo após mudanças implementadas neste ano com o objetivo de reduzir a fila de candidatos considerados qualificados para entrar no Hall da Fama.

Negreanu afirmou que defendeu um modelo diferente durante as discussões sobre a reforma do processo. A proposta dele previa que cada membro do Hall da Fama classificasse três candidatos em ordem de preferência, com uma pontuação atribuída a cada posição. Os dois mais votados seriam eleitos automaticamente, com a possibilidade de um terceiro nome entrar caso atingisse uma pontuação mínima.

Segundo o canadense, a eleição de Jason Koon foi correta, mas o novo formato não cumpriu o objetivo principal. “Acho que os votantes acertaram com Jason Koon, mas mais alguns jogadores deveriam ter entrado. O objetivo do novo sistema era reduzir um pouco o acúmulo de candidatos, mas o sistema falhou”, escreveu.

Scott Seiver fez uma análise semelhante, mas concentrou suas críticas na composição do colégio eleitoral. Ele revelou uma conversa que teve com o lendário Doyle Brunson, que teria contado que parte dos votantes já não acompanha o cenário atual do poker e, por isso, costuma pedir orientação a jogadores mais ativos antes de votar.

Para Seiver, o processo poderia ser mais transparente e informativo. Ele sugeriu que todos os indicados tivessem espaço para apresentar um breve texto explicando suas conquistas e a relevância de suas carreiras para o poker. “Isso humanizaria muito mais o processo do que simplesmente ver oito nomes e marcar sim ou não, sem qualquer informação adicional”, afirmou.

O norte-americano também fez questão de destacar que sua manifestação não diminuía o mérito de Jason Koon. Segundo Seiver, o novo integrante do Hall da Fama representa exatamente o tipo de jogador e de pessoa que a honraria deveria reconhecer, elogiando sua dedicação e a trajetória construída ao longo da carreira.

O tema ganhou ainda mais relevância porque a WSOP havia anunciado mudanças justamente para tentar destravar a eleição de jogadores amplamente reconhecidos pela comunidade. Ainda assim, nomes como Shaun Deeb, Justin Bonomo, Isaac Haxton e o próprio Seiver, que também integravam a lista de indicados ao Hall da Fama em 2026, permaneceram fora da seleção deste ano.

A publicação de Seiver foi bem mais extensa e detalhada do que a de Negreanu, abordando diferentes problemas que, na visão dele, comprometem o atual modelo de votação. Leia abaixo a íntegra da análise do norte-americano:

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Foto: Monique Marestein/WSOP.

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