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Grandes nomes do poker mundial reagem ao calendário da WSOP 2026; veja os comentários

WSOP 2026
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Com novas atrações, reforço nas transmissões gratuitas e mesa final do Main Event adiada, o calendário da WSOP 2026 foi anunciado, trazendo 100 novos braceletes entre 26 de maio e 15 de julho. Poucas horas após a divulgação oficial, alguns dos maiores nomes do poker mundial analisaram as mudanças e passaram suas primeiras impressões sobre as disputas que estão por vir. Veja os detalhes abaixo.

No X, o norte-americano David Baker, dono de quatro braceletes, adotou um tom ponderado. Ele revelou que, diferentemente de outros anos, não participou da prévia do cronograma, mas reconheceu o desafio de agradar a todos. “É uma tarefa impossível deixar todo mundo feliz”, escreveu, antes de elogiar o trabalho da organização e afirmar que mal pode esperar para competir.

Baker destacou de forma positiva a faixa de buy-ins entre US$ 2.000 e US$ 5.000, além do modelo com uma reentrada em vários torneios, que, segundo ele, representa “um bom meio-termo” entre freezeouts e eventos com entradas ilimitadas. Por outro lado, lamentou o fim do US$ 3.000 Limit Hold’em 6-Max, dizendo que o torneio “já vinha ameaçado há anos”. O veterano ainda aproveitou para sugerir um High Roller feminino de US$ 5.000 no futuro, defendendo maior destaque às mulheres no circuito.

Também pelo X, o britânico Patrick Leonard, vencedor de um bracelete e embaixador do CoinPoker, foi mais direto: “Está incrível, ótimo trabalho de todos os envolvidos”. Para ele, a série está “mais cara do que nunca”, com mais dias iniciais e reentradas, o que deve deixar os torneios mais difíceis nas fases avançadas. Ao mesmo tempo, Leonard acredita que o novo formato abre espaço para quem gosta de um estilo mais agressivo e prevê “fields recordes por toda parte”.

Já o espanhol Adrián Mateos, cinco vezes campeão da WSOP, apontou uma lacuna importante no calendário. Segundo ele, há “uma grande falta de high stakes de NLH no meio da série”. Mateos destacou que, entre 17 de junho e o início do Main Event, em 2 de julho, não há torneios de No-Limit Hold’em com buy-in de US$ 10.000 ou superior. Para o craque, “15 dias sem esses eventos é demais”, ressaltando que a demanda por torneios desse porte é clara.

Em entrevista ao portal PokerOrg, o campeão mundial de 2003 e embaixador do ACR Poker Chris Moneymaker analisou o impacto das estruturas e das reentradas. Para ele, o cronograma “oferece algo para todos”, mas o grande número de reentradas pode dificultar a vida dos jogadores recreativos. Moneymaker também comentou sobre a transmissão do Main Event e a possibilidade de acesso mais amplo. “Se o Main Event conseguir sair de trás de um paywall, seria algo monstruoso”, afirmou. Em tom bem-humorado, completou que, se em 2003 a decisão tivesse ficado restrita, “ainda estaríamos todos jogando stud”.

Também ao PokerOrg, Jonathan Tamayo, vencedor do Main Event em 2024, observou que a organização manteve os inícios às 10h nos torneios da manhã, algo que “vai incomodar algumas pessoas (não a mim)”. Ele reforçou que seu foco estará nos grandes fields de NLHE, citando eventos como Millionaire Maker, Monster Stack, Main Event e as duas versões do Mystery Millions.

Tamayo ainda especulou sobre o adiamento da mesa final do Main Event. Em sua visão, a WSOP pode seguir um modelo semelhante ao antigo “November Nine”, possivelmente empurrando a decisão para dezembro, como uma espécie de prólogo para o WSOP Paradise. “Isso daria um fluxo natural”, avaliou, sugerindo que a organização busca uma narrativa mais ampla ao longo do ano.

Entre os dias 26 de maio e 15 de julho, as maiores estrelas do jogo exibem suas habilidades nas mesas dos cassinos Horseshoe e Paris, em Las Vegas. Acompanhe todos os detalhes do que acontece na World Series of Poker aqui no PokerLife.

Foto: WSOP.

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