Gus Hansen revisita perdas milionárias no online e faz autocrítica: “Fui um idiota”

Um dos nomes mais marcantes da geração que popularizou o poker no início dos anos 2000, Gus Hansen voltou a falar abertamente sobre um capítulo delicado de sua trajetória: as grandes perdas registradas nos cash games online durante o auge do poker na internet.
Em uma recente sessão de perguntas e respostas promovida pela plataforma Run It Once, o dinamarquês foi direto ao analisar aquele período da carreira. Ao comentar os resultados negativos acumulados nas mesas virtuais, Gus foi autocrítico: “se você olhar para a história, acho seguro dizer que fui um idiota”, afirmou ao explicar que frequentemente se colocava em situações praticamente impossíveis de vencer.
Durante o boom do poker online, Hansen era presença constante nos jogos mais caros da internet, enfrentando regularmente nomes como Tom Dwan, Phil Ivey e Viktor Blom, o “Isildur1”. O problema, segundo ele próprio reconhece hoje, foi a disposição de disputar qualquer jogo contra qualquer adversário, independentemente do formato ou das condições.
Com o passar do tempo, o dinamarquês passou a ter uma visão mais realista sobre suas habilidades em determinadas modalidades. Hansen admite que No-Limit Hold’em nunca foi exatamente sua especialidade, e que hoje prefere dedicar-se aos mixed games, nos quais acredita possuir maior vantagem técnica.
Ele também destacou que, se estivesse iniciando a carreira atualmente, dificilmente se colocaria novamente em disputas tão agressivas contra os melhores especialistas do mundo no hold’em de alto limite.
Uma história que também virou documentário
As dificuldades enfrentadas por Hansen nos jogos de cash high stakes não são novidade para quem acompanha o poker há mais tempo. O tema já havia aparecido no documentário “Nosebleed”, produzido em 2014, que acompanha a rotina de dois jogadores franceses que frequentavam os limites mais caros da internet.
Mesmo sem saber naquele momento, o dinamarquês aparecia no filme justamente por protagonizar sessões duras contra Sébastien Sabic e Alex Luneau, figuras centrais do filme, frequentemente acumulando grandes perdas. Em determinado ponto, os protagonistas explicam que faziam de tudo para enfrentar Gus e Blom.
“Foi uma época bem intensa, quando Gus e Isildur1 começaram a jogar. Eu dormia com o computador ligado, porque se alguém entrasse na mesa o alerta ia me acordar para jogar. Revezávamos a vida social, para não perder um jogo sequer contra eles, e até pedia para amigos me ligarem no Skype se vissem que eles estavam online", revelou Sébastien.
Enquanto mostravam um desses jogos caros contra o dinamarquês, Alex ainda provocou: “Sempre precisamos de um freguês, hoje foi o Gus”.
Confira um dos trechos do documentário:
Ícone de uma geração
Mesmo com os altos e baixos no ambiente online, Gus Hansen continua sendo uma figura histórica do poker. Hoje patrocinado pelo WInamax, o dinamarquês soma mais de US$ 10 milhões em premiações em torneios ao vivo, incluindo três títulos do World Poker Tour e um bracelete da World Series of Poker Europe.
Foto: Caroline Darcourt/Winamax.

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