Tom Goldstein é condenado a seis anos de prisão por crimes fiscais ligados ao poker

O caso Tom Goldstein ganhou mais um capítulo de peso nesta semana nos Estados Unidos. O ex-advogado, conhecido pelas partidas de poker high stakes, foi condenado a seis anos de prisão federal nesta sexta-feira (24). Ele também deverá pagar US$ 3,1 milhões em restituição e cumprir cinco anos de liberdade supervisionada após deixar a prisão.
Goldstein havia sido considerado culpado em fevereiro por 12 das 16 acusações julgadas por um júri federal em Maryland. A condenação inclui evasão fiscal, atraso deliberado no pagamento de impostos, declarações falsas a credores hipotecários e participação na elaboração de documentos fiscais fraudulentos. Os promotores pediram uma pena de oito anos, mas a juíza Lydia Kay Griggsby fixou a sentença em seis.
Entenda o caso Tom Goldstein
O processo expôs a vida paralela de Goldstein nas maiores mesas particulares de poker do mundo. Conforme noticiado pelo PokerLife, ele obteve lucro líquido de US$ 51,4 milhões contra o bilionário Andy Beal entre maio de 2022 e maio de 2024. O advogado também disputou partidas contra nomes como Alec Gores, Dan Cates “Jungleman” e Chamath Palihapitiya, além de relações com o ator Tobey Maguire, conhecido pelo personagem “Homem Aranha”.
Segundo a acusação, Goldstein escondeu ganhos milionários de seus contadores e utilizou estruturas financeiras para omitir patrimônio e dívidas. O caso começou com acusações relacionadas à falta de declaração de resultados no poker e posteriormente ganhou novos capítulos, incluindo suspeitas de movimentações com criptomoedas e ocultação de recursos.
A defesa sustentou que as irregularidades decorreram de erros contábeis e tentou obter um novo julgamento, mas o pedido foi rejeitado. Goldstein pretende recorrer da condenação e solicitou permanecer em liberdade durante a análise do recurso ou, alternativamente, adiar a data de apresentação à prisão.
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Foto: Leah Millis/Reuters.














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