Heads-up valendo tudo? Como um acordo winner-take-all virou história na WSOPC

Neste final de semana, um momento curioso despertou atenção na World Series of Poker Circuit (WSOPC). O caso ocorreu em um torneio com modesto buy-in de US$ 600, de NLH/PLO, em Calgary, no Canadá. E não teve nada a ver com as jogadas, mas sim pelo acordo inusitado fechado entre os dois finalistas antes do heads-up: o vencedor leva tudo.
Quando os dois últimos jogadores remanescentes, os canadenses Mehmet Siginc e Nicholas Lee, ambos detentores de anéis da WSOPC, viram seus stacks quase nivelados, fizeram algo fora do comum: concordaram que o vencedor embolsaria não apenas o primeiro, mas também o segundo prêmio. O perdedor sairia de mãos vazias.
Conhecida no poker como um winner-take-all, a decisão foge completamente do padrão dos acordos tradicionais, nos quais os finalistas redistribuem o dinheiro restante de forma proporcional justamente para diminuir a variância. Nas palavras de Siginc, foi um “acordo de cavalheiros” entre dois amigos que gostam de grandes riscos.
Duelo intenso e final emocionante
Siginc abriu uma ampla vantagem de fichas, cerca de 15 para 1, mas Lee protagonizou uma retomada impressionante, chegando a liderar em determinado momento. O jogo oscilou, mas após aproximadamente duas horas de heads-up, foi Lee quem se viu em apuros num all-in com K10 contra A9, segundo relato do PokerNews. A melhor mão prevaleceu, encerrando o duelo e deixando o perdedor sem premiação. Com a vitória, Siginc faturou CA$ 40.545 (cerca de US$ 29.000).
Enquanto alguns criticam a ideia de que um segundo colocado perdesse tudo, outros celebraram o drama extra que a aposta trouxe ao público presente. Siginc, agora bicampeão de eventos WSOPC e com mais de US$ 360 mil em ganhos no live poker, disse que “voltaria a fazer o mesmo acordo sem hesitar”.
E você, teria coragem?
Foto: Lyle Bateman/PokerPro.

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