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Josh Arieh critica pausa para FT do Main Event da WSOP: “tem que acabar”

Josh Arieh

A pausa de três semanas entre a formação da mesa final e a disputa decisiva do Main Event da WSOP 2026 voltou ao centro das discussões. O assunto ganhou novo fôlego após uma publicação de Josh Arieh nas redes sociais, em que o heptacampeão da série defendeu que o intervalo atual altera demais a dinâmica da competição e prejudica o espetáculo para quem acompanha o torneio.

Segundo Arieh, o desgaste acumulado ao longo do Main Event faz parte da disputa e não deveria ser neutralizado por uma pausa tão longa. “Esses caras voltam como jogadores completamente diferentes. Como fãs do poker, queremos ver mãos malucas e jogadas inesperadas. Quando você dá três semanas para se prepararem, as chances de erros diminuem muito”, escreveu.

A opinião dividiu a comunidade. Faraz Jaka foi um dos principais nomes a discordar da crítica, argumentando que o tempo efetivo de preparação é menor do que parece. “Na prática, eles provavelmente têm cerca de uma semana de preparação focada. É tempo suficiente para ajustar alguns spots, mas não para se transformarem drasticamente em jogadores diferentes”, afirmou. Para ele, o intervalo também permite que familiares, patrocinadores e a própria transmissão construam uma narrativa mais forte em torno da mesa final. 

Jeremy Ausmus concordou parcialmente com Arieh e apontou que o espírito do torneio acaba sendo afetado pelo longo intervalo. “Você tem um bom ponto. Gosto muito mais dessa pausa do que a que existia antigamente, de três meses. Mas concordo que, quanto mais você espera, mais o espírito do torneio se perde um pouco”, escreveu. Ao mesmo tempo, reconheceu que o formato pode ajudar a atrair atenção para o poker, embora seja difícil medir o impacto real dessa exposição.

Outros jogadores também entraram na conversa. David Baker preferiu um tom bem-humorado e comentou que “três semanas não foram suficientes para inventarem bons cantos”. Já Sam Greenwood reforçou a visão intermediária de que a pausa atual é melhor do que a antiga, mas ainda pode influenciar a essência da competição.

A discussão ganhou repercussão justamente na reta final do Main Event, encerrado na madrugada desta quinta-feira (6) com a vitória de Lucas Jumalon. O norte-americano de 22 anos derrotou o finlandês Lauri Saaskilahti no heads-up, conquistou o título mundial e levou o prêmio de US$ 10.000.000, tornando-se o segundo campeão mais jovem da história do Main Event da WSOP.

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Foto: Lennart Hennig/WSOP.

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