Josh Arieh critica pausa para FT do Main Event da WSOP: “tem que acabar”

A pausa de três semanas entre a formação da mesa final e a disputa decisiva do Main Event da WSOP 2026 voltou ao centro das discussões. O assunto ganhou novo fôlego após uma publicação de Josh Arieh nas redes sociais, em que o heptacampeão da série defendeu que o intervalo atual altera demais a dinâmica da competição e prejudica o espetáculo para quem acompanha o torneio.
Segundo Arieh, o desgaste acumulado ao longo do Main Event faz parte da disputa e não deveria ser neutralizado por uma pausa tão longa. “Esses caras voltam como jogadores completamente diferentes. Como fãs do poker, queremos ver mãos malucas e jogadas inesperadas. Quando você dá três semanas para se prepararem, as chances de erros diminuem muito”, escreveu.
One last thing in the @WSOP FT
— Joshua Arieh (@JoshuaArieh) August 4, 2026
The 3 week break has gotta go.
Yes the main is grueling and everyone is sleep deprived, but come on, that’s part of competing.
Give everyone 3 days (max) to recharge. These guys all come back much different players.
As fans/viewers of poker,…
A opinião dividiu a comunidade. Faraz Jaka foi um dos principais nomes a discordar da crítica, argumentando que o tempo efetivo de preparação é menor do que parece. “Na prática, eles provavelmente têm cerca de uma semana de preparação focada. É tempo suficiente para ajustar alguns spots, mas não para se transformarem drasticamente em jogadores diferentes”, afirmou. Para ele, o intervalo também permite que familiares, patrocinadores e a própria transmissão construam uma narrativa mais forte em torno da mesa final.
I think 3 weeks sounds longer than it actually is.
— Faraz Jaka (@FarazJaka) August 4, 2026
Week 1 is basically travel home, catching up on sleep, media, work, and responding to messages from family/friends. Then you’ve got travel back, interviews, and production obligations. Coordinating your crew flying in.
In…
Jeremy Ausmus concordou parcialmente com Arieh e apontou que o espírito do torneio acaba sendo afetado pelo longo intervalo. “Você tem um bom ponto. Gosto muito mais dessa pausa do que a que existia antigamente, de três meses. Mas concordo que, quanto mais você espera, mais o espírito do torneio se perde um pouco”, escreveu. Ao mesmo tempo, reconheceu que o formato pode ajudar a atrair atenção para o poker, embora seja difícil medir o impacto real dessa exposição.
You make a good point, I like this break a lot better than the 3 months it use to be. But I do agree the longer you wait, the spirit of the tournament is lost a bit.
— Jeremy Ausmus (@jeremyausmus) August 4, 2026
If it helps drum up attention and really grows the game then I’m for it. Hard to say how much impact it has… https://t.co/yGjKkkezmf
Outros jogadores também entraram na conversa. David Baker preferiu um tom bem-humorado e comentou que “três semanas não foram suficientes para inventarem bons cantos”. Já Sam Greenwood reforçou a visão intermediária de que a pausa atual é melhor do que a antiga, mas ainda pode influenciar a essência da competição.
A discussão ganhou repercussão justamente na reta final do Main Event, encerrado na madrugada desta quinta-feira (6) com a vitória de Lucas Jumalon. O norte-americano de 22 anos derrotou o finlandês Lauri Saaskilahti no heads-up, conquistou o título mundial e levou o prêmio de US$ 10.000.000, tornando-se o segundo campeão mais jovem da história do Main Event da WSOP.
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Foto: Lennart Hennig/WSOP.













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