WSOP 2026: Brasil brilha com três braceletes, coleção de mesas finais e grandes forras


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A edição 2026 da World Series of Poker (WSOP) chegou ao fim. Para os brasileiros, o balanço foi bastante positivo. Foram três braceletes, que elevaram para 52 o número de títulos nacionais no festival, nove mesas finais e dois dos maiores prêmios na história canarinho no live.
A primeira pulseira veio justamente com o recordista Yuri Dzivielevski. No Evento #36 (US$ 100.000 High Roller No-Limit Hold’em), ele conquistou o hexacampeonato superando nomes da elite do poker mundial e, de quebra, embolsou US$ 2.841.432, o big hit da carreira.
Dias depois, outro craque tupiniquim brilhou: João Simão. O mineiro ganhou o Evento #55 (US$ 50.000 High Roller Pot-Limit Omaha), tornou-se tetracampeão da WSOP e faturou US$ 1.368.700. Yuri também esteve na mesa final, terminou na sexta colocação e recebeu mais US$ 244.510.
Esta foi a primeira vez na história que dois brazucas levaram forras de seis dígitos em uma mesma edição da Copa do Mundo de Poker. Os prêmios de Yuri e Simão, aliás, entraram para a lista do top 10 histórico do poker ao vivo brasileiro.
Veja a lista atualizada:
- Marcelo Aziz – US$ 4.600.000 – 2º lugar no Super Main Event da WSOP Paradise 2024
- Belarmino de Souza – US$ 4.000.000 – 3º lugar no Super Main Event da WSOP Paradise 2025
- Pedro Padilha – US$ 3.160.000 – 2º lugar no Triton Main Event da WSOP Paradise 2025
- João Simão – US$ 3.067.000 – 1º lugar no Triton NLH 7-Handed da WSOP Paradise 2025
- Yuri Dzivielevski – US$ 2.841.432 – 1º lugar no Super High Roller da WSOP Las Vegas 2026
- Philipe Pizzari – US$ 2.524.871 – 3º lugar no PSPC do PCA Bahamas 2023
- Felipe Boianovsky – US$ 2.131.000 – 2º lugar no Triton NLH 7-Handed da WSOP Paradise 2025
- Alisson Piekazewicz – US$ 1.909.000 – 1º lugar no Triton Mystery Bounty da Triton Jeju 2026
- Yuri Dzivielevski – US$ 1.409.000 – 3º lugar no Triton NLH 7-Handed da WSOP Paradise 2025
- João Simão – US$ 1.368.700 – 1º lugar no High Roller Pot-Limit Omaha da WSOP Las Vegas 2026
A terceira cravada do país foi uma cortesia da dupla Breno Brumond e Henrique Lessa. O dueto garantiu a primeira colocação no Evento #66 (US$ 1.000 Tag Team No-Limit Hold’em) para US$ 184.769 e anotou outro feito inédito: nunca o Brasil havia vencido o mesmo torneio da WSOP duas vezes – em 2025, Kelvin Kerber e Peter Patrício deram show na competição.
Mesas finais
Além das três mesas finais que renderam braceletes, a tropa verde e amarela marcou presença em mais seis decisões.
Relembre quem mandou bem:
- André Welt, sexto no Evento #3 (US$ 500 Industry Employees No-Limit Hold’em;
- Francisco Baruffi, terceiro no Evento #15 (US$ 600 Deepstack Pot-Limit Omaha);
- Erick Mossinger, terceiro no Evento #53 (US$ 1.500 Five Card Pot-Limit Omaha);
- Leonardo Camera, nono no Evento #65 (US$ 1.500 Freezeout No-Limit Hold’em);
- Renan Bruschi, quarto no Evento #71 (US$ 2.500 Mixed Big Bet);
- Renato Roizenblit, oitavo no Evento #86 (US$ 600 Ultra Stack No-Limit Hold’em).
Menção honrosa
Uma trave de FT também merecem destaque. No Evento #72 (US$ 1.000 Mini Main Event), Dennys Ramos figurou na mesa final não oficial, finalizou a disputa na 10ª posição, e adicionou uma premiação de US$ 80.000 ao bankroll.
Desempenho no Main Event
A performance nacional no principal torneio do poker mundial ficou abaixo do registrado na edição anterior, mas passou longe de ser decepcionante. Em 2025, foram quatro jogadores no Dia 7 e Rick Roger alcançou o Dia 8, encerrando sua participação no 24º lugar.
Este ano, 32 nacionais entraram na zona de premiação e os melhores desempenhos nacionais foram do quarteto Fabio Porcino, Rafael Caiaffa, Erick Mossinger e Arthur Campos. Todos chegaram ao Dia 6 do torneio e deixaram a disputa logo nos primeiros níveis de blinds.
Veja abaixo os brasileiros no top 200 do torneio:
- Arthur Campos – 125º – US$ 65.000
- Erick Mossinger – 131º – US$ 65.000
- Rafael Caiaffa – 139º – US$ 65.000
- Fabio Porcino – 160º – US$ 65.000
- Douglas Ferreira – 175º – US$ 57.500
- Belarmino de Souza – 179º – US$ 57.500
Recheada de grandes resultados, a campanha brasileira na WSOP 2026 reforçou o protagonismo do país no cenário internacional. Entre recordes e conquistas marcantes ao longo da série, os representantes brazucas encerram mais uma edição da Copa do Mundo de Poker com motivos de sobra para comemorar e deixam altas expectativas para as próximas temporadas.
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Fotos: WSOP e Fernando Potrick.














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