Inteligência artificial assusta? Benjamin Rolle explica por que ainda há espaço para lucrar no poker

A evolução da inteligência artificial e dos solvers tem levantado dúvidas recorrentes entre jogadores de poker ao redor do mundo. Afinal, com ferramentas cada vez mais avançadas, o jogo ainda é batível? Para o renomado coach e profissional Benjamin Rolle, conhecido como “bencb”, a resposta continua sendo positiva e bem direta: "honestamente, não estou nem um pouco preocupado.”
Em uma publicação recente em sua conta no X (antigo Twitter), o alemão abordou a preocupação comum entre jogadores de diferentes níveis: o impacto do avanço tecnológico sobre a lucratividade no poker. Segundo ele, apesar do crescimento das ferramentas de estudo, não há motivo para alarde.
Is poker still beatable with AI and solvers getting better every year? 🤔
— bencb (@bencb789) February 9, 2026
Honestly, I’m not worried at all. 😎
I’m not worried about tools improving, solvers, AI, whatever comes next. In fact, I see them making lazy people even easier to bet.
Most don’t see them as tools. Most…
De acordo com o profissional, o desenvolvimento de solvers e inteligência artificial faz parte de um processo natural de evolução do jogo. Ao longo dos anos, o poker passou por diversas transformações estratégicas, e os jogadores que se adaptaram continuaram encontrando vantagem nas mesas.
Benjamin Rolle destaca que, embora as ferramentas estejam mais acessíveis, a maioria dos jogadores não utiliza os solvers de forma eficiente. O estudo exige disciplina, interpretação correta dos dados e aplicação prática nas mesas, algo que, segundo ele, ainda diferencia os profissionais consistentes dos demais.
Outro ponto levantado pelo treinador é o fator humano. O poker continua sendo um jogo de decisões sob pressão, com variáveis psicológicas, gestão de bankroll e adaptação a diferentes perfis de adversários. Mesmo com estratégias próximas do equilíbrio teórico, a execução prática segue sendo o principal diferencial.
Para “bencb”, o cenário atual não representa o fim da lucratividade, mas sim uma mudança de paradigma. Jogadores que investem em estudo estruturado, análise de mãos e evolução técnica tendem a se beneficiar, enquanto aqueles que permanecem estagnados acabam ficando para trás.
Foto: Joe Giron.
















