Patrick Leonard e outros grandes nomes levantam debate sobre buy-ins da WSOP Paradise


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A programação da WSOP Paradise 2026 chamou a atenção de nomes importantes do poker mundial, principalmente pela quantidade de torneios com buy-ins elevados e pelo espaço dado aos jogadores de high stakes. Anunciada para acontecer entre 2 e 17 de dezembro, a série terá 20 braceletes e mais de US$ 120.000.000 garantidos.
Entre os nomes no debate está Patrick Leonard, que analisou o calendário nas redes sociais e enxergou uma mudança importante na direção adotada pela World Series of Poker. Para o britânico, a presença de diversos torneios de buy-in elevado, incluindo eventos turbo com fields reduzidos, pode alterar significativamente o perfil dos jogadores que acumularão braceletes nos próximos anos.
Leonard citou, entre outros exemplos, os torneios de PLO de US$ 25.000 e US$ 50.000, além do evento de US$ 25.000 que mistura PLO e No-Limit Hold'em. “A maioria está sendo excluída pelos preços. Os buy-ins são tão altos que, sem backing ou patrocínio, você simplesmente não consegue jogar”, avaliou Leonard. Daniel Negreanu assumiria rapidamente a liderança do ranking histórico de vencedores, segundo sua ótica.
Really interesting direction that the brand is going, a lot of big buy in, small high roller turbos. We’re going to see a big change in who has a lot of bracelets moving forward. 40 man PLO 25k turbo (with I assume reentry? so 20ish projected runners? 40 man 50k PLO, 40 man… https://t.co/Yz8q2mrpG0
— Patrick Leonard 🫡 (@padspoker) August 21, 2026
Kessler questiona falta de opções
A crítica aos buy-ins também apareceu na publicação de Allen Kessler, mas partindo de uma situação diferente. O jogador chamou atenção para os classificados que receberam convite – pela WSOP Circuit, por exemplo – para disputar o evento de abertura de US$ 2.500. Para ele, a organização poderia ter criado outra opção para esse grupo, já que muitos desses jogadores não teriam condições de participar dos demais torneios da programação.
“Acho que a WSOP deixou passar uma oportunidade com essa programação. Terá mais de 1.000 jogadores que se classificaram para o evento de abertura de US$ 2.500, mas que literalmente não podem pagar por mais nada no calendário. É um público cativo. Ofereçam outro evento para eles jogarem”, publicou Kessler.
I think @wsop kinda dropped the ball on this Paradise schedule.
— Allen Kessler (@AllenKessler) August 21, 2026
They will have 1000+ live players who qualified for the $2500 opening event, but literally can't afford to play anything else on the schedule.
Such a captive audience, offer them another event to play!@GGPoker pic.twitter.com/Qgk001CVVA
Negreanu aprova e já mira título
Um dos nomes diretamente citados por Leonard, Daniel Negreanu, teve uma reação bem mais positiva ao calendário. O canadense comemorou a presença de diversos torneios de PLO e a inclusão de modalidades mistas, além de revelar empolgação com o evento de US$ 25.000 PLO/NLH, que abrirá a série. “Nós gostamos. Muito PLO e eventos de mixed games adicionados ao calendário”, escreveu Negreanu, antes de cravar sua meta para as Bahamas: “Eu vou ganhar pelo menos um. Podem apostar.”
Oh yeah, we likey
— Daniel Negreanu (@RealKidPoker) August 20, 2026
Plenty of PLO and added mixed game events to the schedule, notice the
“Bahamas Big Bet Mix” and it all kicks off with one of my favorite formats, the $25k PLO/NLH
I am going to win at least one.
Book it. https://t.co/HRplTM7v8D
Deeb e Moreno também questionam os custos
A discussão sobre os valores também apareceu nas manifestações de Shaun Deeb e Andrew Moreno. Deeb também chamou atenção para o torneio de abertura com convidados da WSOP Circuit e demonstrou preocupação com o impacto dos buy-ins elevados sobre jogadores que estão na disputa pelo Player of the Year. “Espero que o Invitational não conte para o POY. É uma pena para alguns dos jogadores que estão na disputa, considerando que os buy-ins são tão altos”, publicou.
I hope invitational doesn’t count for poy wish the buyins were so high pretty sad for some of those in the chase https://t.co/me2zMXV2UB
— shaun deeb (@shaundeeb) August 20, 2026
Moreno foi ainda mais direto ao colocar os custos no centro da discussão. Segundo ele, disputar três entradas em cada um dos seis eventos de No-Limit Hold'em previstos no calendário exigiria US$ 208.000. Mesmo reduzindo para duas entradas por torneio, o valor chegaria a US$ 139.000. “Pergunta genuína: para quem esse calendário foi feito?”, indagou Moreno.
$208,000.
— Andrew Moreno (@Amo4sho) August 21, 2026
That’s three bullets each in six No Limit events. Only one is a high roller, the Super Main. If you play two bullets in each, $139k. Baha Mar ran my family $8k for 10 days last PCA.
Genuine question: who is this schedule built for? https://t.co/5JmoKYtoIc
WSOP Online: um caminho alternativo para as Bahamas
Enquanto a programação da WSOP Paradise gera esse debate sobre os valores das entradas, os jogadores também têm encontrado caminhos para garantir presença nas Bahamas através da WSOP Online 2026, disputada no GGPoker. Além do bracelete, os campeões de determinados eventos recebem um Super Pass de US$ 30.000, que garante a participação no Main Event da WSOP Paradise.
Dois brasileiros já aproveitaram essa oportunidade. Na abertura da série, Raphael Caixeta conquistou o Evento #1 (US$ 700 7th Annual WSOP Kick-Off), levando US$ 207.168 e o pacote para as Bahamas. Poucos dias depois, Lucas Teixeira venceu o Evento #2 (US$ 300 Gladiators of Poker), registrou US$ 579.752 e também garantiu seu Super Pass.
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Foto: Tyler Abrams/WSOP.













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